Tuesday, July 21, 2020

Veste Rio, em versão digital. Cansa!

Quem imaginaria que um dia assistiríamos a um desfile enquanto enchíamos a máquina de lavar louça? Assim aconteceu logo no primeiro dia do Veste Rio, que acontece de 22 de julho e promete seguir com acontecimentos até outubro: Celular de um lado, caderninho do outro, louça no meio e lá foram vistos Thomaz Azulay e Patrick Doering, mostrando as estampas de oncinha da The Paradise _  destaque para o look que parece um vestido, mas é uma saia e jaquetinha _ as diversas estampas que fazem longos e ou bermudas, sem diferenças de masculinos e femininos. Os sócios comentaram as roupas, deram valiosas explicações para o público comprador, desde as maneiras de fazer os pedidos até os prazos de entrega, dividida em duas épocas. Vejam as telas do evento:



Em seguida, Victor Dzenk acrescentou seus comentários ao vivo ao vídeo já visto na segunda-feira passada. Se na primeira vez o vídeo pareceu falho, desta vez acabou sendo uma das melhores apresentações do primeiro dia. Os vestidos longos e coloridos mereceram os elogios no chat e agradaram na plataforma do 9° Veste Rio.



Uma boa surpresa, o trabalho do Paulo Luz e da Fernanda Leme, da Min. Só a série de camisas brancas já justifica o destaque. Bons tecidos, simplicidade nas fotos e adequado à definição de “básico nada básico”, segundo Paulo., que fez questão de dizer que as calças com elástico nas costas e os vestidos maxi vestem quatro tipos de corpos diferentes. Solto para umas, larguinhos para outras, um sonho de estilo feminino. Olha o chemise aí em baixo:



No celular Samsung, os vídeos travaram muito, no iPhone foi direto. 



Marcia Kemp , da Nannacay, apresentou uma página dupla de bolsas, difícil de distinguir os modelos feitos por 305 famílias de artesãos e artesãs, na coleção ensô (palavra japonesa que significa círculo). São bolsas e sacolas de tear, rami, macramê, crochê, bordado. Por que Marcia apresentou apenas a página do lookbook? Porque as bolsas já andam rodando o mundo, estão nas vitrines do verão novaiorquino, conforme mostrou em uma foto.Ficou muita fala e pouco produto.

A esta altura, o Samsung estava com 4%, e o iPhone cismou de não printar as telas. Vale ver os sites e instagrams das marcas seguintes, para saber mais dos visuais.



Já a mineira Viviane Furrier encenou um showroom tradicional, entre os cabides nas araras com os mais de 300 modelos da coleção Horizonte. Ela chamava a atenção para os detalhes, explicando o valor das listras multicoloridas tanto nas malhas, como nos tricôs e tecidos planos, enquanto uma modelo vestia algumas peças. Faltou um pouco de iluminação e timing. Cada participante tem meia hora para dar seu recado - é muito, levando-se em conta que um desfile tradicional de 10 minutos já era considerado longo. 



A esta altura, fica evidente que o esquema cansa. Acompanhar de seis a sete apresentações por dia será um investimento em tempo e em carga dos aparelhos. Carregador a postos, vem a Ana Luiza Vasconcellos, da Emi Beachwear, fundada em 2016 como marca resort. Ótima definição, que engloba moda praia, vestidos e todo tipo de roupa que ronda praia e piscina ou anda nas cidades. A inspiração no Marrocos foi feita em tecidos naturais ou sintéticos biodegradáveis, que acabam em quatro anos, em vez dos 200 anos que dizem durar os sintéticos comuns. A viscose é de baixo impacto ambiental. Além das estampas de fauna e flora, a novidade da Emi é o bordado, com miçanguinhas. O biquíni hit é o com sutiã meia-taça, os quimonos fazem o maior sucesso mas fofa mesmo é a saia rodada com corações bordados na barra.



O final, às 17h30, foi da Blue Man, que deixou uma certa frustração. Renata Americano, genial designer de estampas é a atual diretora de criação. Pronto, pensei: vou ver desenhos incríveis, quero ver tuuudo. E o que vi? Um video curto, vago. E a Renata no showroom, explicando a coleção Somos todos latinos, cercada de biquínis pendurados nas paredes, ao longe. Pelo que Renata disse, temos estampas com padrões de macramê, palha, açaí, frutas, pássaros e pôr do sol. “Os recortes a laser na Lycra lembram o richelieu”, comentou. E falou dos babadinhos e da mudança nas estampas, algumas menores, quase Liberty, mas sempre divertidas. As sungas continuam as favoritas nas praias, e começam a ficar mais longas, quase chegando aos joelhos, como usam os surfistas da Califórnia. David Azulay inventou o biquíni de lacinho, presente na coleção. E segundo Renata Americano, as novidades estão começando a vender para os lojistas e algumas peças já estão esgotadas! Queria tanto ter visto tudo!


No comments: