Thursday, April 16, 2020

Xadrez

Para distrair nestes dias de confinamento, pensei em uma listinha de itens frequentes da moda. Nada levado a sério demais, mas tudo tem uma base de verdade. Para divertir, aprender um pouco mais. Prometo que em breve as ilustrações terão uma animação, estou prestes a fazer um cursinho básico - só depende da paciência da autora, entre muitas limpezas com detergente, água sanitária, etc

XADREZ

Um padrão dos mais clássicos. Por ser viável de usar em tear, aparece em indumentárias que definiam tribos, como os clans escoceses. Além dos tramados, como o tartan, há a possibilidade das estampas, que imitam os tecidos.
Como estamos em tempos de confinamento, xadrez parece um bom tema para começar uma distração meio enciclopédica de moda _ afinal, cadeia também é chamada de xadrez, em português...

A ordem dos tipos é aleatória, falo de tipos, usos e tramas





Vichy: é um dos mais simples, também conhecido como xadrez de cantina italiana. Mais usado em vermelho e branco, preto e branco ou azul e branco. Com direito a variantes em tons pastéis (não consigo fazer a concordância de tons, no plural, com pastel, no singular). A origem é variada: há quem diga que começou listrado na Índia, chegou à Europa e no século 18 começou a ser fabricado em Manchester. A versão inglesa até hoje é gingham check. Mas a melhor versão, que confirma a supremacia francesa na moda, é que seria um tecido feito na cidade de Vichy, uma estância termal no centro da França. Brigitte Bardot consagrou o vichy nos anos 1960





Tartan: mais conhecido como xadrez escocês, porque fazia o kilt, a roupa que identificava os clans da Escócia. O colorido é variado, conforme o grupo que usa. E quem usa é o homem, o guerreiro. Desde o Sean Connery até o Príncipe Charles, todos fazem questão de vestir o kilt e exibir as pernocas com as meias ¾. Originalmente significava tecido de lã leve. Entre os padrões mais frequentes na moda figuram os dos clans MacDonalds (favor não confundir com a rede de lanchonetes), em vermelho e preto; Campbells, em verde e preto, MacLeouds (ainda não decidiram se são escoceses ou vikings), em azul e preto, Stuarts (da nobreza escocesa), em vermelho e preto, Andersons (azul e vermelho). O copiadíssimo xadrez da Burberry foi criado pela marca britânica, em 1924, mas não tem ligação com nenhum clan.
Este xadrez marcou muito em dois estilos: nas camisas dos lenhadores do hemisfério norte e no povo das garage bands, os grunges dos anos 1990. Uma suposta lenda: dizem que os escoceses não vestem nada por baixo do kilt.







Xadrez damas: é o desenho do tabuleiro de xadrez ou de damas. Vale em todas as combinações de cores, mas serve mais para pisos de luxuosos apartamentos nova-iorquinos (vide a série Gossip Girl), em preto e branco ou em miniatura, em cores clarinhas ou contrastantes. De preferência em peças pequenas. Muito grande, vai parecer bandeira de Fórmula 1. André Courrèges lidava muito bem com este xadrez., a Louis Vuitton começou a carreira com o padrão Damier. E o time de futebol da Croácia faz sucesso com seu damier vermelho e branco








Quadriculado: simplesinho, como riscos que se cruzam. Aparece em camisaria, roupas infantis, panos de prato ou em aspectos mais elaborados, realçados por bordados seguindo o desenho. Não há grandes histórias para o discreto quadrillé, nem imaginação para a ilustração







Optical: pega-se o xadrez de damas e dá uma torcida, em preto e branco. É o Op-Art adaptado ao xadrez. Forte nos anos 1960, em acessórios como brincos de plástico, que destronaram os elegantes brincos de pérola barroca das colunáveis da época! Andou voltando em coleções de moda praia e interferências em camisetas de gosto retrô. 

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